Início Internacional Revelam grande polémica nas vencedoras da Bola de Ouro

Revelam grande polémica nas vencedoras da Bola de Ouro

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A americana Megan Rapinoe foi eleita a melhor jogadora do mundo, pela revista France Football, sucedendo a Ada Hegerberg. A jogadora de 34 anos de idade já tinha sido igualmente agraciada como o prémio de melhor jogadora do mundo pela FIFA, juntando os prémios como aconteceu com Lionel Messi no futebol masculino.

No entanto, e ao contrário do que acontece no caso masculino, e Megan Rapinoe que até é uma das maiores ativistas e defensoras pela igualdade de género no futebol, a sua eleição parece ter muito que se lhe diga.

Megan Rapinoe é uma jogadora polémica, muito pelas suas declarações fora de campo e pela sua defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBT, mas em campo, ela não teria sido assim tão ativa.

A americana foi a melhor marcadora do Campeonato do Mundo feminino, fazendo seis golos, e levando para casa Bota e Bola de Ouro, uma vez que também foi considerada a melhor jogadora do Mundial. No entanto, tirando este Mundial, em que participou em cinco jogos, parece que o ano de Rapinoe não foi assim tão eloquente.

Olhando o resumo do 2019 de Megan Rapinoe, pode-se perceber que a americana fez apenas seis jogos (423 minutos), com a sua equipa, os Seattle Reign, não tendo apontado qualquer golo no campeonato. Depois, fez mais sete partidas com a seleção americana, na preparação para o Mundial, tendo marcado um golo.

Ou seja, a melhor jogadora do mundo fez um total de 18 jogos (1236 minutos) em 2019, fazendo sete golos apenas. Nada impressionante para uma avançada.

Semelhante parece ser a situação de Alex Morgan, que ficou em 3º lugar nesta eleição. A bonita americana tem nove milhões de seguidores no Instagram, é um dos ícones do desporto mundial e termina este 2019 com 19 jogos realizados (1380 minutos) e apenas oito golos marcados, seis deles no Mundial e outros 2 na preparação para o mesmo. Já ao serviço do seu clube, o Orlando Pride, a atacante de 30 anos também não fez qualquer golo, em seis jogos disputados.

Enquanto isso, ficaram fora da eleição jogadoras como Vivianne Miedema, a holandesa que soma 49 golos em 47 jogos. A jogadora do Arsenal é a melhor marcadora, assistente e melhor jogadora da Premier League, prova que venceu. Também Ada Hegerberer, vencedora em 2018, tem números incríveis na temporada. 30 golos em 31 jogos, ganhando campeonato, taça, supertaça em França e ainda a Liga dos Campeões, tudo com o seu Lyon.

Uma votação que não pode deixar de surpreender, uma vez que parece que a fama se sobrepôs ao que realmente aconteceu, ao longo de todo o ano. Para muitos, isto não ajuda em nada a imagem do futebol feminino.

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