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Morreu a jornalista Maria José Costa Félix

Morreu a jornalista Maria José Costa Félix, tinha 85 anos, e era considerada “uma pessoa sem idade”. O óbito foi divulgado pela Oficina do Livro, do Grupo LeYa, que lançou um comunicado revelando “com muita tristeza” e dando “as mais sentidas condolências”.

Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e o Instituto Superior de Psicologia Aplicada e abraçou o jornalismo. “Nem a Xis era, nem eu era muito alternativa, mas a página [da Maria José Costa Félix] que tratava temas alternativos (como a astrologia) ia ao encontro de um público interessado”, rúbrica sobre astrologia.

Maria José Costa Félix frequentou , também em Lisboa, e, mais tarde, abraçou temas relacionados com a astrologia que, em contracorrente, casou com o jornalismo.”, contextualizou ao PÚBLICO Laurinda Alves, que dirigiu a revista nascida em 1999 e que, entre 2001 e 2007, saiu com o PÚBLICO. A também jornalista e autora lembra que isso era reflexo de “uma pessoa com muita liberdade interior”, capaz “de explorar um caminho muito próprio”.

Além da Xis, Maria José Costa Félix foi jornalista das revistas Espaço T Magazine, Marie Claire, Máxima e Viver com Saúde, e colaborou ainda com os jornais Semanário e Correio da Manhã.

Paralelamente e ao longo de quase 20 anos, Maria José Costa Félix publicou com a Oficina do Livro, sobretudo livros sobre temas relacionados com o bem-estar emocional. Estreou-se com Bem-Estar Interior, em 2002. Seguiram-se Mais e Melhor (2003), Vamos Falar de Amor? (2005), Sol e Lua de Mãos Dadas, Ajude o Seu Filho a Crescer em Paz (2008), Conheça Bem as Asas que Tem, Morrer e Renascer (2010), Atalhos do Amor (Estrela Polar, 2012) e Envelhecer sem Ficar Velho (2013). Em 2015, publicou o seu último livro na Oficina do Livro, Viver Com Doenças Sem Ser Doente.

Laurinda Alves despediu-se da amiga de forma emocionada, nas redes sociais: “QUERIDA MARIA JOSÉ .
Estamos todos sem palavras à altura do momento. Quando parte alguém que era tão amado por tantos, fica um grande silêncio. Um silêncio grave e sério, como dizia o poeta. É nesse silêncio interior, comovido, que escrevo. A Maria José agora já sabe tudo, já viu tudo, já compreende tudo. Imagino-a deslumbrada, fascinada, nesta nova dimensão, com aquele seu terno e eterno brilho nos olhos”.

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